quarta-feira, 28 de abril de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
rumo.
hoje fez um arco-íris no céu, depois daquela chuva. não sei se viu, mas lembrei das coisas simples: do beijo na testa e da carícia nos cabelos, entrelaçando os dedos pelas longas mechas; deslizando pelas brechas do meu olhar perdido, perdidamente pelo seu. olhando fixamente com aqueles olhos arregalados, falando pertinho da minha boca, me deixando sem graça e levantando meu queixo para um beijo enlouquecido do que não conheço, do que me falta saber.
não sei quem é você.
não sei quem é você.
quinta-feira, 11 de março de 2010
alvorada.
de pé - o céu acima de nós, o café quente.
nada mais pertence aos dois,
nada mais pertence aos dois,
sequer o amor dormente.
quarta-feira, 3 de março de 2010
agudo.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
sobre sobriedade.
não sinto raiva, só pena.
que consome a amargura
que destrói a coisa pura
da fidelidade infiel -
a amizade serena.
não por alguma culpa.
que as escolhas digam
que os valores façam
da história torta -
as linhas cheias e retas.
os pensamentos sóbrios
o coração escuta.
que consome a amargura
que destrói a coisa pura
da fidelidade infiel -
a amizade serena.
não por alguma culpa.
que as escolhas digam
que os valores façam
da história torta -
as linhas cheias e retas.
os pensamentos sóbrios
o coração escuta.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
um silêncio.
não cabe mais nada nesses bolsos abotoados e vazios, estão cheios de um passado ínfimo. tudo que queria era achar um pedaço de mim mesma - da minha alma que vaga a esmo nas ruas cálidas desse deserto infinito.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
derrete.

por um segundo achei minha sorte
indo embora daquele velho cais
me deixando, se esvaindo
desse corpo cansado, enrugado
enxarcado de futuros quebrados
numa tentativa de plano fugaz.
a minha maré tá muito forte
tá tão forte que não há peixes
já desisti de procurar por eles
e já não me aguento mais.
a maré tá forte demais.
indo embora daquele velho cais
me deixando, se esvaindo
desse corpo cansado, enrugado
enxarcado de futuros quebrados
numa tentativa de plano fugaz.
a minha maré tá muito forte
tá tão forte que não há peixes
já desisti de procurar por eles
e já não me aguento mais.
a maré tá forte demais.
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